|
![]() |
REABILITAÇÃO
|
A reabilitação demorou muito tempo...Em Portugal ninguém falava disso. Também ninguém mencionava o nome de Sousa Mendes no resto do mundo. Tantos refugiados salvos pela desobediência de Sousa Mendes, não podiam imaginar o que se tinha passado. Os filhos de Sousa Mendes tinham sofrido as consequências da perseguição a que o pai fora sujeito. Todos tinham ficado traumatizados com a tragédia...Tinham visto o pai aceitar o seu destino, também queriam perdoar e esquecer. A vida tinha que continuar...
Mas a injustiça continuava a fazer sofrer dois dos seus filhos: Joana e Sebastião. Ambos tentaram fazer funcionar as engrenagens da Justiça.
Sebastião escreveu artigos para importantes periódicos e viu acumularem-se os textos rejeitados. Tentou escrever a história sobre a forma de um romance de amor hollywoodesca..."Flight trough Hel", (Fuga através do inferno). Foi publicado em 1951. Não se vendeu... Sebastião queimou os exemplares na lareira. Teve que esperar até 1961 pelo seu primeiro êxito.
João Paulo teve a sorte de encontrar um jornalista Guy Wright, do "San Francisco Examiner", que ficou interessado e publicou: "Corrigir os factos sobre um ditador e um Herói". Artigo que desencadeou um certo interesse e foi seguido por outros...
| Joana aproveitou
este interesse para escrever ao primeiro-ministro de
Israel, Ben Gourion, acerca do pai. Esperou dois anos
pela resposta... Finalmente em Fevereiro de 1961, o gabinete do primeiro- ministro informou Joana de que tinham sido plantadas vinte árvores em memória do seu pai nos terrenos do Museu Yad Vashem. Este seria apenas o primeiro sinal de reconhecimento pelo Estado de Israel. |
![]() |
Nos
três anos seguintes, foram publicados na imprensa americana
três artigos
importantes sobre Sousa Mendes. O artigo com mais destaque foi o
de Harry Ezratty, advogado e escritor independente de Nova
Iorque. De tal
forma que três anos depois, Yad Vashem investigou e decidiu
conferir a Sousa
Mendes a mais alta distinção:
Uma medalha comemorativa com a inscrição do Talmude «Quem salva uma vida humana é como se salvasse um mundo inteiro».

|
SALVOU 10 000 judeus !...
A Medalha foi entregue à família numa cerimónia realizada no Consulado Israelita de Nova Iorque, a 14 de Outubro de 1967

Sebastião e
Luis Mendes, Harry Ezratty, Moïse Elias, Cesar Mendes, Rabi
Kruger,
Joana
Mendes, Aristides, Geralyn, Carolyn e Teresinha Swac, Luís
Felipe e o Cônsul Geral de Israel que esta a ler o documento.
(New York Times, 15- 10 -1967)
O reconhecimento por Israel foi motivo de grande orgulho e alegria para Joana, que contudo, também ficou impressionada pela ironia da situação. Um estado estrangeiro acabava de homenagear o seu pai, enquanto que, na sua pátria ele continuava desonrado e esquecido.
Encorajada com a homenagem de Israel, Joana Sousa Mendes, filha de Aristides, ia tentar mudar a situação. Ela começou por escrever e recolher testemunhos de pessoas que seu pai ajudara. Algumas responderam. Joana reuniu todos esses testemunhos, cópias de artigos sobre o seu pai e informações sobre as honras concedidos pelo Estado de Israel...e mandou todos os documentos a várias personalidades do regime. Em 1969, escreve ao Presidente Português, Américo Tomás, pedindo a reabilitação da memória do seu pai. Não obtém qualquer resposta. Marcello Caetano, que tinha falado da liberalização do regime ...também, não respondeu...
A Censura salazarista continuava e impediu que a imprensa portuguesa noticiasse o acontecimento.
1974 - (depois do 25 deAbril), a familia Sousa Mendes, conseguiu que o Governo saído da Revolução investigasse o caso A.S.M. Nomeado o embaixador Bessa Lopes, apresentou relatório em 1976. Só dez anos depois este foi dado a conhecer publicamente.
Em Portugal, o "caso" Sousa Mendes só vem a público em 1986, com um artigo de António Colaço no Diário Popular. Tema retomado em 1987, por António Carvalho num outro artigo, em A Capital, e uma tradução de Reese Erlich... Em 1986 é criada uma "Comissao de Homenagem ao Cônsul A.S.M.
Em 1987, o Presidente Mário Soares concede, a título póstumo, a Ordem da Liberdade a Aristides de Sousa Mendes. Informação difundida, outra vez pelo Diário Popular.
![]() |
Em Junho de 1986, Tony
Coelho patrocinou uma resolução na Câmara dos
Representantes americanos em honra de Sousa Mendes. Foi
aprovada, um ano depois. No entanto, em Portugal, para
onde tinham regressado três dos filhos de Sousa Mendes,
a família esperava impacientemente algum sinal de que o
governo português cumpriria por fim o seu dever moral. O primeiro vislumbre de esperança veio em Fevereiro de 1988 com a apresentação na Assembleia da República de uma moção, propondo a reabilitação de Sousa Mendes. |
| 1988 A visita
inesperada de Tony Coelho, à frente duma delegação
bipartidária do Congresso americano, permitiu o milagre.
Um jantar especial foi oferecido a Coelho, no palácio
presidencial, com os delegados de todos os partidos
políticos. Foi decidido, por todos os partidos
políticos presentes, que a lei de reabilitação seria
votada. Foi uma surpresa cheia de alegria para Joana e a família, que se encontrava lá em cima na galeria da Assembleia. A moção foi aprovada com aclamação e entusiasmo.!.. difundida, uma vez mais, pelo "Diario da Republica: |
|
Em Bordéus "Interaction Aquitaine Portugal" reproduziu o artigo no mês de Abril de 1988, para continuar a informação jà começada no ano anterior( 1987). O artigo traduzido em francês permitiu informar melhor a Comunidade judaïca de Bordéus e a fundação do Comité Francês Aristides Sousa Mendes, formado por representantes das comunidades judaica, francêsa e portuguêsa de Bordéus.

1990 O Comité International A.Sousa Mendes veio a Bordeus pela celebração do 50° aniversario de Junho de 1940. Nesta delegação: John Paulo Abranches o filho mais novo do Consul, o Sr. Dr.Jacobvitz, Director das relações comunitarias da Federação judaica da Greater Est Bay da California, Alvaro Sousa Mendes, um neto delegado da família, que estava a viver em Lisboa, e Marie Rose residente em Pau, a qual, com muita alegria, encontrou pela primeira vez o seu irmão João Paulo. .!

Sud-Ouest 20/06/1990
Os representantes dos três "Comités" foram recebidos na Câmara Municipal de Bordéus. No dia seguinte uma conferência de imprensa tinha lugar no Museu Jean Moulin. Foi por intermédio deste Comite Internacional que o Comité de Bordéus tinha recebido mais informações e documentos.
1990 - A cidade de Montreal (Canada) dá o nome de A.S.M. a um Parque no seu centro.
Mas, nessa altura, o povo português pouco sabia sobre o assunto ...! Foram preciso mais alguns anos para divulgar a informação.
![]() - Henry Svi Deutcth mostra o seu passaporte |
No
mês de maio de 1992, Diana Andringa e Teresa
Olga deslocarem-se e convidaram a Bordéus e a Baiona
algumas testemunhas par realizar "O Cônsul
Injustiçado", um filme que iria dar a conhecer a
acção de Sousa Mendes. F.R.3 Aquitaine participou nesta rodagem do "O Consul Injustiçado" para realizar uma versão em francés :"Le Consul proscrit". A presença em Bordéus destas testemunhas acabou por convencer a Comunidade Judaica de Bordéus da realidade aqui vivida, tendo ela propria tomado conhecimento da noticia. |
1993 - 24 de Janeiro, a RTP, canal 2 no programa Sinais dos tempos, exibe o documentario : "O Cônsul Injustiçado". - 8 de junho, uma lapide evocativa em honra de Sousa Mendes, na Sinagoga de Lisboa è inaugurada em presença de Mário Soares
1994
- BORDÉUS,
nos dias 27 e 29 de Maio de 1994
Na Sexta feira 27 à noite, no CAPC projecção do filme
de Diana Andringa et de Teresa Olga :"Le Consul
proscrit", seguida duma conferência-debate.

Seguiu-se o debate, com a participação de Mário Soares e Diana Andringa. A certa altura, Marek Halter sublinha a importância da memória, e explica como esta produção se inscreve no seu trabalho : " Se a primeira reacção do Povo Judeu foi gritar a sua revolta e gritar ao mundo a sua indignação, seria lamentável deixar que as geracões futuras pensem que o homem não é capaz que do pior..."
Domingo 29 de Maio, no Jardim da resistência, Procede-se à inauguração do Busto de Aristides de Sousa Mendes pelo Presidente Mário Soares, em presença da Comunidade portuguesa da região.

Photos
Sud-Ouest 31 Mai 1994(Claude Petit)
Segue-se a colocação de uma placa comemorativa na porta do edifício do antigo Consulado de Portugal, no número 14, do Quai Louis XVIII.

Photos
Sud-Ouest 31 Mai 1994(Claude Petit)
Em1994, a presença dos representantes da Comunidade Judaica local e internacional foi importante. A Comunidade portuguesa também lá estava . Seguiram-se as alocuções de vários responsáveis da Comunidade Judaica:
A Drª.Claudine Geissman sublinhou a impotância da memória : "A memória teve sempre um papel importante para a Comunidade Judaica. Por um lado, permitiu-lhe constituir e transmitir o património judaico e por outro, ajudou a forjar e a conservar a nossa identidade.
"Neste caso, salvaguardar a memória é querer lembrar-se que no momento em que a nossa história se encaminhava para a desgraça, e que o governo da época, pela sua atitude, colocou-nos perante um eminente perigo. Houve homens e mulheres, Justos, que pondo em perigo a sua vida, em detrimento da sua própria família, estenderam-nos as mãos, dando-nos ajuda e reconforto.
"Através dos seus actos, proclamaram que a fraternidade humana não era uma palavra vã. Também, me encontrei nessa situação, criança com a minha mãe e avó, na noite da grande razia. Isto aconteceu na cidade onde vivíamos e da qual escapámos, não sei como, acolhidos e escondidos por uma família desconhecida de nós, até ali...
Desejamos homenagear Aristides Sousa Mendes e exprimir a nossa gratidão e reconhecimento à sua família que sofreu durante longos anos as consequências do seu gesto nobre e corajoso.
A seguir, o Presidente do Consistório, Dr.Benayan, o representante da Cidade de Bordéus e o Préfet da Régião, tomaram a palavra, e para terminar, o Presidente Mário Soares expôs o que levava no coração :
.... É uma grande honra e um momento de emoção estar aqui, para prestar homenagem a Aristides Sousa Mendes, esse grande português, simples, homem modesto, mas que soube, contra as ordens do ditador Salazar, cumprir os deveres de humanismo em relação a milhares de refugiados, que bateram à porta do nosso consulado, aqui mesmo, para pedir um visto para a liberdade...Eles queriam fugir do invasor nazi e atravessar Espanha, que estava como Portugal ao lado do nazismo e do fascismo... Devemos agradecer-lhe o seu gesto. Foi perseguido em Portugal. Morreu na miséria porque foi demitido das suas funções públicas. Cumpriu simplesmente o seu dever humano.

Photos Sud-Ouest 29 Maio de 1994:
E
para concluir o Presidente dirigiu-se à Comunidade portuguesa:
..."Para dizermos que o vosso acto de
estares aqui, o vosso respeito por este cônsul, porque a nossa
comunidade portuguesa em todo o mundo, e o nosso humanismo
português tem sido sempre o humanismo do amor pelo outro, de
respeito por quem é diferente de nos, de curiosidade porque é
diferente de nos, de capacidade de nos adaptar às condições, a
estilos de vida, a maneiras de ser diferentes daquelas que são
as nossas. Adaptamo-nos nas terras onde estamos; Vocês aqui em
França são respeitados, acarinhados pela Comunidade francêsa e
adaptam-se a ela, mas no fundo dos vossos corações vocês
guardam sempre o respeito e o amor por Portugal. Isto é qualquer
coisa que me enche de emoção e de orgulho relativamente a todos
vocês. Muito obrigado, meus caros amigos !"
E Diana Andringa comentou no "Público": "Em frente ao consulado, ouvindo falar Mário Soares e os dirigentes de Bordéus e da comunidade judaica, olhando os portugueses engravatados e felizes, era impossível não lembrar um poema de Jorge de Sena, lido na véspera, numa sessão em que Maria de Lurdes Belchior apresentara a obra do escritor. Um poema violentíssimo de desgosto e de repulsa por esse Portugal da ditadura, que levava ao exílio os melhores de entre os seus intelectuais e cientistas - exílio que ainda hoje marca Portugal...

"E
se nessa alegria os portugueses misturavam pouco de orgulho, quem
poderia censurá-los? Fugidos do Portugal de Salazar, à guerra
colonial , à PIDE ou simplesmente à miséria, Sousa Mendes, o
cônsul desobediente, era um deles. E com essa homenagem, era
como se também fosse mais forte o seu direito de cidadania numa
França onde, vivem certamente muito melhor do que jamais teriam
conseguido em Portugal, comeram o pão que o diabo amassou....
"
No
mês de Maio do mesme ano, dez mil arvores
foram plantados |
1995: Homenagem de Lisboa e de Portugal,
![]() |
. . . . | Maria Barroso e o
seu marido, O Presidente Mario Soares resolveram
organizar comemorações oficiais em todo o Pais. Um selo comemorativo foi editado. |
Desde fevereiro de 1995 começou o Homenagem Nacional
| 1 °-
Nas escolas de todo o
país : Um Concurso
"Aristides de Sousa Mendes" foi organizado em todas as escolas, visando os alunos dos 1º e 2º ciclos do ensino básico e destinado a recordar a acção daquele Cônsul na protecção dos direitos humanos, durante a 2ª Guerra Mundial (Fevereiro 95 a Dezembro de 96). |
![]() |
![]() |
2 °No
mês de Março : Homenagem
de Lisboa e de Portugal, com a presença duma importante delegação Judaica - Americana. Depois de algumas cerimónias religiosas na Sinagoga e na Sé, os participantes foram recebidos na Delegação Luso-americana de Lisboa, onde se desenrolaram conferências e debates. |
| Na segunda - feira, fizeram uma visita a Coimbra, na Universidade onde Aristides estudou, com o seu irmão César, e na tarde chegaram a Cabanas de Viriato. O primeiro lugar a visitar, depois duma reunião no Salão dos bombeiros, foi o cemitério para uma última homenagem em frente ao seu jazigo. Uma mulher cantou...! e depois um momento de oração para agradecer a Deus..! por este homem que Ele nos deu. Nos dias seguintes, esta delegação foi visitar cidades e aldeias onde viviam os judeus expulsos de Portugal em 1492. | ![]() |
Na quinta-feira 23 de Março, à noite, no teatro Tivoli, a Fundação "Pro Dignitate" presidida pela Drª.Maria Barroso, promove uma Homenagem Nacional a Aristides de Sousa Mendes, com a presença do Presidente da República, a presença dum delegado da Câmara municipal de Bordéus, e Presidente da Consistória. A ausência do Governo português criou um certo mal-estar que provocou a justa indignação de Mário Soares. Mas foi um serão festivo durante o qual os jovens do Teatro de Cascais cantaram maravilhas..! e Maria Barroso deu-nos a conhecer algumas páginas de Aristides de Sousa Mendes..

(fotografia "Pro Dignitate")
Durante esse serão, o Presidente Mário Soares entregou a João Paulo, filho du Cônsul, uma decoração póstuma, a Grande Cruz da Ordem de Cristo"

No 26 de Março, em Lisboa, a Fundação, "Pro Dignitate" e a administração do Metropolitano de Lisboa homenagearam Aristides de Sousa Mendes, na Estação Parque. Com efeito a estação da
![]() |
rede é dedicada à Declaração Universal dos Direitos do Homem. O Memorial está situado no átrio de entrada da estação. Esta obra, da autoria do escultor João Cutileiro, consiste numa coluna paralelipipédica em pedra-lioz contendo, no interior de uma abertura cilíndrica que a atravessa de lado a lado, uma medalha representando a silhueta de "um Homem Só" simbolizando a cruzada solitária da figura heróica que foi Aristides de Sousa Mendes. |
======================================================
1996 - O
Teatro de Portalegre apresenta a peça de teatro
Numero 14 - Cais LOUIS XVIII- Bordeaux - France
Aristides, o
Cônsul que desobedeceu
"O meu desejo é mais estar com Deus contra o Homem do que
com o Homem contra Deus"
Peça de teatro por Dr.António Sousa Mendes, A peça foi representada em
muitas cidades portuguêsas mas também em Paris, Bordéus,
Pau...Texto : http://parnaseo.uv.es/Ars/Textos/Moncade.htm
=======================================================
1997- Out.
Frankfurt - Feira do Livro, é lançada a edição alemã do
livro de Júlia
Nery, "O Cônsul", já antes traduzido em
Francês e editado em Bordéus.
Out.,31. O diário
francês LE MONDE homenageia A.S.M., pela ocasião do processo
contra Maurice Papon, ancien prefeito de Bordéus, durante o
regime do Marechal Pétain
1998 - Publicação
do livro A.SM. O justo de Bordéus, seguido do debate público, em Bordéus e de um programa
televisivo, por satélite: Bouillon de Culture.
Out., Covilhã. O mestre Luís Cipriano
dirige o "Requiem por A.S.M., da sua autoria.
======================================================
1998 - ESTRASBURGO - HOMENAGEM da EUROPA

(fotografia Gerald Sousa Mendes)
A cerimónia teve lugar no salão Robert Schuman, onde se encontravam alguns deputados europeus e vários membros da família Sousa Mendes, netos e bisnetos , a maioria vindos da América, do Canadá, de Portugal e outros lados. A iniciativa partiu dum Inter-grupo parlamentar: "Estado de Israel- União Europeia", que tem a sua sede em Bruxelas. A cerimónia começou com a leitura da Mensagem do Presidente Jorge Sampaio, que não pôde deslocar-se.
"Homenagear a memória de Aristides de Sousa Mendes é querer que perdure a lembrança da sua actuação e que o seu exemplo seja uma referência viva para as gerações presentes e vindouras. . . Permitam-me iniciar esta breve mensagem à homenagem prestada a Aristides de Sousa Mendes, dizendo que porventura só se encontra o verdadeiro heroísmo nas personalidades que nunca aspiraram a ser heróis; naqueles homens e mulheres que, ao longo da sua vida, e mau grado todos os obstáculos e dificuldades, se limitaram a permanecer fiéis aos valores e princípios em que firmemente acreditaram, e a agir de acordo com a sua consciência.
"Aristides de Sousa Mendes é um desses heróis a quem se deve um merecido respeito e reconhecimento. Para o Cônsul de Portugal em Bordéus a desobediência a irrenunciáveis imperativos de humanidade e de solidariedade".
Na impossibilidade de visionar o filme, "Le Consul proscrit" Diana Andringa deu-nos a conhecer algumas testemunhas, que tinham aceite vir a Bordéus falar do que se tinha passado em 1940. Foi particularmente emocionante ouvir este reconhecimento exprimido nas várias línguas da Europa e do mundo; Harry Kneital, Embaixador de Israel junto da ONU, o representante do Congresso judeus Internacional, Gilbert Roos e Willy.de Clercq. Este último contou o que se tinha passado, ele que recebeu um visto em Toulouse, do Vice - Cônsul, obedecendo às ordens do seu superior, o Cônsul Geral de Bordéus.

fotografia Gerald Sousa Mendes
...E depois foi para a família uma oportunidade de se encontrar e descobrir tantos primos, netos e bisnetos, vindos da Califórnia, Canadá, França e Portugal..! ..Inesquecível encontro e...descobertas !
=====================================================
Durante o mês de Outubro do mesmo 1998, no quadro da geminação Porto - Bordéus, o Presidente da Câmara Municipal do Porto, lembrou à delegação de Bordéus : "
"Bordéus é também para nós, a atitude de um português destemido e consciente dos valores da Liberdade e da Democracia, que lhe permitiram salvar milhares de vidas, principalmente judeus, perseguidos durante a ocupação nazi. Refiro-me ao cônsul de Portugal em Bordéus, Aristides Sousa Mendes, que contra as ordens do governo português daquela altura, entregou passaportes e vistos portugueses a um número incalculável de famílias perseguidas, salvando-as do holocausto".
1999 Abril, Rio de Janeiro, a Câmara municipal atribui Condecoração da Cidade à memoria de ASM. ============================================================================
![]() |
![]() |
No 16 de Maio 1999, o Presidente
Jorge Sampaio foi visitar a casa do Cônsul em Cabanas de Viriato
e homenageia A.S.M.
2.000 - fev.
Lisboa, escritura notarial de constitução da Fundação
Aristides de Sousa Mendes.
-Março, em Lisboa, Palacio das Necessidades, Jaime Gama,
ministro dos Negócios Estrangeiras, doa
50.000 contos à Fundação Aristides de Sousa Mendes.
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Honrado no MUNDO inteiro como um HERÓI
O capítulo da REABILITAÇÃO acabou,
RESTA-NOS manter a "memória" viva !


°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°°
|
| Outros livres et publicações, iniciativas da Fundação e do "Comité Nacional Francês A.Sousa Mendes" estão assinalados nos capítulos respectivos : "Fundação" e "Comité", com os meios dos adquirir para si. |
===============================